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PM é preso após disparo contra artistas durante ação cultural em Natal

PM é preso após disparo contra artistas durante ação cultural em Natal

Um policial militar foi preso em flagrante após efetuar um disparo contra um grupo de artistas durante uma atividade cultural no bairro de Lagoa Nova, em Natal. O caso aconteceu na tarde do sábado (11), durante a residência artística Múltiplas Abordagens Poéticas e Autorais (MAPA), promovida pelo Margem Hub. Ninguém ficou ferido.

Segundo nota divulgada pelo espaço cultural, a situação começou por volta das 15h, quando o agente abordou de forma agressiva participantes que realizavam atividades no entorno do centro cultural. O projeto reunia 14 artistas de diferentes estados, como Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Pará e São Paulo. Confira o vídeo:

Ainda de acordo com o relato, integrantes da produção tentaram mediar a situação, mas o homem deixou o local e retornou poucos minutos depois. Já da varanda de um imóvel, ele efetuou um disparo em direção ao grupo que estava reunido em uma praça, enquanto proferia ofensas de cunho discriminatório.

Após o tiro, o suspeito se apresentou como filho do proprietário do imóvel. A Polícia Militar foi acionada e realizou a prisão em flagrante por disparo de arma de fogo em via pública, com apreensão da arma e das munições. O homem foi liberado posteriormente mediante pagamento de fiança.

O Margem Hub divulgou nas redes sociais imagens do momento do disparo. Em nota pública, o coletivo classificou o episódio como um ato de violência grave e com impactos que vão além dos envolvidos diretamente.

“O episódio ocorrido representa não apenas um crime, mas um ataque direto à liberdade de expressão, ao direito à criação artística e ao direito à cidade. A violência empregada rompe com princípios básicos de convivência democrática e atinge não apenas os envolvidos diretamente, mas todo o campo cultural”, afirmou o espaço.

O texto também aponta que houve ofensas de caráter político e discriminatório, o que, segundo o coletivo, reforça a dimensão de intolerância presente na ocorrência. O grupo defende que o caso seja analisado considerando o contexto em que o disparo foi feito, direcionado a um conjunto de pessoas durante uma atividade cultural.

O espaço informou ainda que acompanha o caso juridicamente, com apoio institucional, incluindo o mandato da deputada federal Natália Bonavides, e que buscará a devida responsabilização.

Em posicionamento posterior, a Polícia Militar confirmou que o homem integra a corporação, informou que tomou conhecimento do caso na quarta-feira (14) e declarou que a situação está sendo apurada.

Justiça determina prisão e fixa fiança

Segundo a decisão judicial que determinou a prisão do policial, Diogo Roberio Martins Rodrigues se envolveu em uma discussão com artistas que pintavam um muro próximo à casa dele. Testemunhas relataram que, após o desentendimento, ele fez um disparo de arma de fogo a partir da varanda do imóvel, atingindo o chão.

O policial confirmou a discussão, mas negou o disparo. Ainda assim, a decisão cita a existência de imagens em que ele aparece com a arma, além da apreensão do armamento, carregadores e munições.

A Justiça considerou a prisão regular e manteve a fiança fixada em R$ 3.240, valor que permitiu que o policial responda ao caso em liberdade. O processo segue em investigação e será encaminhado ao Ministério Público.

SAIBA MAIS:
RN torna obrigatório registro de autodeclaração em casos de crimes LGBTQIA+fóbicos



Fonte: saibamais.jor.br

Da Redação

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