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Mossoró está desde fevereiro de 2023 sem representante na Câmara dos Deputados. O último mossoroense no cargo foi Beto Rosado (PP), que inclusive não havia sido eleito. Ele permaneceu na Câmara Federal graças a manobras jurídicas já que, de direito, o mandato era de Fernando Mineiro (PT).
A cidade, infelizmente, caminha para seguir sem um nome na baixa câmara. Por uma razão simples: o elevado número de candidatos. O maior número de nomes leva à pulverização de votos, o que dificulta sucesso eleitoral por um dos pretendentes.
Inicialmente, havia o temor de que sequer se tivesse pretendentes. O cenário de hoje, no entanto, é totalmente diferente, com expectativa de que o total de candidatos chegue a uma dezena.
Mossoró é o segundo maior colégio eleitoral do Estado. Para obter sucesso, um nome da cidade precisa conseguir uma grande votação por aqui. Com número elevado de pretendentes, os nomes com mais capilaridade precisarão contar com boa estrutura para se sobressair entre todos os envolvidos na disputa. Além disso, muitos candidatos de outras cidades contarão com o apoio da maioria dos vereadores governistas, tais como Nina Souza (UB), Robinson Faria (PP) e Benes Leocádio (PP).
Atualmente, estão postos os nomes dos vereadores Cabo Deyvison (PL) e Marleide Cunha (PT), da Guarda Civil Lilian Cinthia (União Brasil), da ex-reitora Ludmila Oliveira (PSDB) e do ex-vereador Omar Nogueira (Avante). Além deles, o ex-vereador Zé Peixeiro (PSDB) também está cotado.
Há pouco mais de 70 dias da votação, já são seis nomes postos e alguns ainda no campo da especulação. Desses, Marleide Cunha e Cabo Deyvison devem ser os campeões de votos na cidade. No caso de Deyvison, há a expectativa de que o fato dele ter sido alvo de ataque a bala ajude a potencializar sua votação. As atuais pesquisam tem mostrado essa tendência.
Fonte: Na Boca da Noite

