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Comunidade da Vila de Ponta Negra promove ato por paz, cultura e enfrentamento à violência

O ato “Vila Pela Paz”, que aconteceria neste fim de semana na Vila de Ponta Negra, na zona Sul de Natal, foi remarcado para o próximo sábado (16), às 16h, devido às fortes chuvas registradas na capital potiguar. A concentração será em frente à igreja da comunidade, próximo ao Conselho Comunitário.

Segundo a organização, o ato ocorrerá no mesmo período da Ação Internacional das Mães de Maio, movimento que reúne mães e familiares vítimas da violência de Estado. De acordo com Lia Araújo, representante do Conselho Comunitário da Vila de Ponta Negra, a mobilização será dedicada às mães que perderam filhos em decorrência da violência policial.

“A gente quer transformar esse ato em uma rede”, afirmou, em entrevista à Agência Saiba Mais. Segundo ela, durante a atividade será construída uma carta pública com reivindicações da comunidade, que deverá ser encaminhada aos governos municipal e estadual.

A mobilização reúne moradores, coletivos culturais e movimentos sociais em torno de denúncias sobre violência policial e reivindicações por políticas públicas no território.

Entre as atividades previstas está a participação do coletivo Rima Central, que promoverá um momento de poesia marginal e slam durante o ato cultural no Campo do Bota Fogo. A programação inclui um cortejo saindo do terminal de ônibus da Vila de Ponta Negra.

Entre as demandas apresentadas estão a criação de uma escola de ensino médio na Vila de Ponta Negra, ações de geração de renda e melhores condições de trabalho para trabalhadores da praia, além de políticas públicas voltadas à juventude, saúde mental e cultura.

“Nós queremos menos armas, menos violência na comunidade e mais artistas, mais cultura, mais saúde”, disse Lia.

A representante comunitária afirmou ainda que moradores têm denunciado impactos recorrentes da violência policial na região, sobretudo sobre crianças e adolescentes. Segundo ela, o Conselho Comunitário organizou recentemente um “mapa da letalidade policial” para identificar os locais mais afetados pela violência na comunidade.

O ato começou a ser articulado após episódios recentes registrados no bairro, incluindo a morte de um homem e o incêndio de um ônibus nas proximidades da igreja da Vila de Ponta Negra. Para os organizadores, a mobilização busca construir respostas coletivas para o cenário de violência e fortalecer espaços culturais dentro da comunidade.

“A cultura da poesia, do slam e da rima é algo fundamental para potencializar esse momento”, afirmou Lia. “Muitas vezes, quando temos falta de educação e de cultura, é aí onde a violência nasce.”

SAIBA MAIS:
Moradores da Vila de Ponta Negra temem privatização da praia
Exposição fotográfica retrata moradores e cultura da Vila de Ponta Negra



Fonte: saibamais.jor.br

Gil Araújo

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