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Semana da África destaca diversidade cultural e resistência africana no RN

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) se prepara para receber, entre os dias 27 e 29 de maio, a edição 2026 da Semana da África (SEMAF), iniciativa que propõe debates, oficinas e atividades culturais voltadas à valorização das culturas africanas e afro-brasileiras. Neste ano, o evento terá como tema “África: diversidade, resistência e futuro”, com foco na discussão sobre o continente africano “depois da colonização”.

A programação será realizada no Instituto Ágora e no Centro de Convivência da UFRN, reunindo estudantes, pesquisadores, artistas e integrantes da comunidade acadêmica em torno de atividades que abordam cultura, línguas, tradições e processos históricos ligados aos países africanos.

Segundo a organização da Associação do Programa Estudante-Convênio (APEC), a proposta da SEMAF vai além de revisitar o passado colonial. A ideia é discutir os desafios contemporâneos enfrentados pelos países africanos, ao mesmo tempo em que destaca a potência cultural, linguística e política do continente. A programação completa ainda está sendo finalizada, mas as primeiras atividades já foram divulgadas.

No dia 27 de maio, o primeiro dia do evento será dedicado às oficinas de línguas africanas no Instituto Ágora. Estão previstas uma oficina de Fang, às 14h, com Juan Edu e Luis Faustino, e uma oficina de Lingala, às 14h40, ministrada por Crys Banangouna. As atividades buscam aproximar os participantes das múltiplas identidades linguísticas africanas e das tradições orais preservadas pelos povos do continente. As incrições gratuitas estão abertas aqui.

“A SEMAF é um momento de valorização cultural, diálogo e aproximação entre povos”, destaca a organização do evento.

A realização da Semana da África acontece em um contexto de fortalecimento institucional das ações voltadas à valorização das culturas africanas no Rio Grande do Norte. Além das atividades culturais e acadêmicas, a programação também dialoga com a presença crescente de estudantes e pesquisadores africanos na UFRN. Há mais de duas décadas, a instituição desenvolve projetos de cooperação acadêmica com países como Moçambique e Uganda, recebendo estudantes e pesquisadores africanos em cursos de graduação e pós-graduação.

A semana também dialoga com pautas relacionadas ao combate ao racismo e à valorização da diversidade étnico-racial dentro dos espaços educacionais. A expectativa da organização é que a programação deste ano reúna estudantes brasileiros e africanos da UFRN em um ambiente de troca de experiências, produção de conhecimento e celebração da ancestralidade africana.

SAIBA MAIS: Parceria entre UFRN e universidades africanas garante intercâmbio cultural e metodológico

Contexto da semana no RN

Desde dezembro de 2023, o estado conta oficialmente com a “Semana da África” no calendário estadual, instituída pela Lei nº 11.644, de autoria da deputada estadual Divaneide Basílio.

A legislação estabelece que a Semana da África deve ocorrer anualmente na semana do dia 25 de maio, data em que é celebrado o Dia Internacional da África. O objetivo da lei é incentivar ações educativas e culturais que promovam o reconhecimento das contribuições africanas para a formação da identidade potiguar e brasileira.

No ano passado, a programação da Semana da África no RN reuniu atividades em Natal, Mossoró e Ceará-Mirim, incluindo rodas de conversa em escolas, apresentações culturais, debates sobre memória negra e a encenação da peça “O Lendário Coração da África”, no Teatro Alberto Maranhão. As ações ocorreram em parceria com o Governo do Estado e instituições de ensino.

Divaneide Basílio afirmou que a iniciativa representa “um passo significativo para fortalecer a identidade cultural e reconhecer a enorme contribuição dos povos africanos na construção da nossa história.”

“A Semana da África é um projeto que visa promover o conhecimento, o respeito à diversidade e o combate ao racismo por meio da educação e da cultura. Com exposições, palestras, performances artísticas e ações pedagógicas, a iniciativa busca ampliar o diálogo sobre a contribuição dos povos africanos para a formação da identidade potiguar e brasileira”, reitera.

A programação estadual completa, incluindo as ações previstas em escolas, ainda está sendo finalizada e deverá ser divulgada em breve.

SAIBA MAIS:
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Fonte: saibamais.jor.br

Gil Araújo

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