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A pista de dança molda “Vitral”, álbum de estreia do Taj Ma House

Depois de conquistar o público nos shows antes mesmo de chegar às plataformas digitais, “Calor do Som” consolidou uma nova etapa na trajetória do Taj Ma House. Lançada como o primeiro single de Vitral, álbum de estreia da banda potiguar, a faixa funciona como uma espécie de portal para o universo que o grupo vem construindo há anos entre pistas de dança, performances ao vivo e experimentações em estúdio.

Formado por Clara Luz, Elisa Bacche, Janvita e Pajux, o Taj Ma House transformou a experiência da noite natalense em matéria-prima para uma sonoridade própria, que transita pela house music sem abrir mão de referências brasileiras, da performance e da construção coletiva. Agora, com o lançamento de “Calor do Som”, o quarteto começa a revelar os contornos de um trabalho que promete sintetizar a trajetória da banda e da cena eletrônica da capital potiguar.

Confira:

A Agência Saiba Mais conversou com os integrantes do Taj Ma House para entender os bastidores da reta final de produção do disco. Nas entrevistas, o quarteto falou sobre o processo de gravação, as referências que atravessam o álbum, a construção coletiva das faixas e adiantou alguns indícios do que o público pode esperar dos próximos lançamentos que antecedem a chegada do primeiro trabalho completo da banda.

Para Elisa Bacche, o momento é marcado por intensidade e entusiasmo. Segundo a artista, a recepção ao single reforça a sensação de que o grupo está no caminho certo para apresentar um álbum que dialoga diretamente com a experiência de comunidade construída nos shows.

“Estamos em semanas insanas de estúdio, de preparação e gravação. Tudo isso vem muito do amor que a gente tem pela música e do que a pista tem nos mostrado. Vitral chega como uma abertura de vários vitrais. Queremos que cada pessoa encontre alguma identificação ali, se sinta acolhida e abraçada. É um álbum muito sobre comunidade”, afirma.

Essa relação com a pista aparece como um dos principais diferenciais do projeto. Diferentemente de muitos lançamentos da música eletrônica, as canções do Taj Ma House passam primeiro pelo teste do encontro presencial. Elas são tocadas, transformadas e amadurecidas diante do público antes de se tornarem fonogramas definitivos.

O resultado desse processo, segundo Janvita, também carrega a marca de uma cidade que consolidou uma identidade própria dentro da house music brasileira. Para ela, Vitral é fruto de uma construção coletiva que ultrapassa os limites da banda:

“Esse trabalho sintetiza anos de uma cena e de uma cidade que respira house music. Tivemos o acolhimento de pessoas fundamentais para essa caminhada, como Gabriel Souto, Mateus Tinoco e Simona Talma, que contribuíram muito para que conseguíssemos executar com excelência aquilo que estamos propondo: fazer house music na sua forma mais pura, mas com a nossa linguagem e a nossa essência”, explica.

Nos bastidores, o álbum já se encontra em fase avançada de finalização. Clara Luz conta que as últimas semanas têm sido dedicadas aos retoques finais das faixas, incluindo gravações de voz e refinamentos na produção.

“As expectativas estão altíssimas. Estamos finalizando as últimas músicas e foi emocionante perceber a qualidade sonora que estamos conseguindo alcançar. Sem falsa modéstia, estou muito orgulhosa e muito feliz com esse trabalho”, diz.

Embora “Calor do Som” seja o primeiro vislumbre oficial do disco, as composições que formarão Vitral acompanham a banda há bastante tempo. Muitas delas já passaram por diferentes versões ao longo dos últimos anos, sendo testadas diretamente com o público antes de chegarem à forma definitiva.

Pajux compara a proximidade do lançamento a uma tempestade prestes a acontecer.

“É uma ideia que existe há muito tempo na nossa cabeça. As músicas foram sendo experimentadas na pista, algumas frases foram ganhando vida com as pessoas. Agora, parece que essa massa de ar está se concentrando para cair como um aguaceiro de som bom na cabeça das nossas clubbers. Quanto mais a gente se aproxima da reta final, mais confiança e encantamento temos pelo processo”, afirma.

Segundo ele, o álbum deve manter a energia característica do grupo, reunindo faixas pensadas tanto para a experiência coletiva da pista quanto para o cotidiano dos ouvintes.

“São músicas muito para cima, com uma energia gostosa de fazer e que acredito que também será muito boa de sentir ouvindo.”

Com passagens por festivais como MADA, DoSol, Batekoo e Coquetel Molotov Negócios, além de uma turnê europeia que incluiu o festival francês Les Escales, o Taj Ma House chega ao lançamento de Vitral em um momento de consolidação. Premiado recentemente no Hangar como Revelação Musical e vencedor dos troféus de EP do Ano e Música do Ano com “Tem Que Ter House”, o grupo aposta no primeiro álbum para transformar em registro permanente aquilo que já vem acontecendo há anos diante do público: a construção de uma house music feita em Natal, para a pista e para a celebração do encontro.

Se “Calor do Som” apresentou a porta de entrada, Vitral promete entregar a casa inteira que fundamenta a House Music potiguar. E, pelos relatos dos próprios integrantes, a paisagem que se desenha é colorida, intensa e atravessada pela mesma energia coletiva que transformou o Taj Ma House em um dos nomes mais promissores da música eletrônica brasileira. O lançamento do álbum previsto para o segundo semestre de 2026.

SAIBA MAIS:
Hangar 2026 destaca cena potiguar; Taj Ma House foi o destaque da premiação
Janvita: a cantora que transcende e respira a house music de Natal



Fonte: saibamais.jor.br

Gil Araújo

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